No limite
ficaram as vítimas,
mais do que
falam as estatísticas.
No limite,os
mais fracos, os mais susceptíveis
ficaram
limpos de vida, um ar que lhes deu.
No limite
sobraram as raspas
pelo
sofrimento de não ter...
No limite os
executores chispam
olhares
repletos de desprezo
simulados de
tolerância...
No limite
sobrou a vergonha
de esconder a
nova condição.
No limite
buscam côdeas
desperdiçadas
num beco
escuro e perdido.
No limite
vivem acima
das
dificuldades e do desespero.
No limite não entendem esta sina
não entendem o atrevimento
de os fazerem
de cobaias...
No limite já
não sabem
como se
disfarça a fome.
No limite até
o sono
e os sonhos são extorquidos
No limite
floresce a revolta
e a repulsa e
é o extremo
E no extremo
do limite
perde-se tudo
e a razão...
Mas, há
sempre um limite
que o limite
traça no tempo
Há sempre um limite
para tudo...
obs: dedicado a todas vítimas que amanhã 10 de junho não serão "medalhadas"...