domingo, 24 de maio de 2015

pobre diabo


A D.Felismina vive num 4º andar num prédio velho e degradado em Lisboa. Zona antiga como ela é, mais o marido. Um dia destes, a D.Adelina, vizinha de longa data apanhou-a na escada de madeira, gasta pela passagem do arrastar dos pés e estranhou a aflição que a outra trespassava nos olhos.
Adelina: - que se passa contigo,mulher, que pareces assustada?
Felismina:- deixa-me cá, trago uma aflição que me dá cabo do peito.
A:- tás doente ou é o teu Zé?
F:- É o meu Zé que anda com umas fúrias, anda obcecado por causa daquele quadrúpede. Então, não me diz que não descansa enquanto não limpar o sebo àquele sacana de merda!?
A:-ó mulher, tás feita ao bife. O Zé pelo que eu conheço é um coça para dentro e quando lhe vão aos bolsos fica furibundo que parece o diabo...se o apanha prega-lhe com a bengala nos cornos que até baixa as orelhas...
F:- é por isso mulher que eu não tenho tido descanso, é que ele metendo uma ideia naqueles miolos não pára.
A:- pouco há a fazer a não ser que nos juntemos todos e limpemos o sebo àquele diabo maquiavélico. Acaba-se com aquela peçonha de vez.

F:- e deixa os velhos em paz, aquele reles incompetente...

3 comentários:

500 disse...

Incompetente?! Isso é coisa que o gajo não é. Tão competente que até foi além dos ensinamentos do professor Troicas e da professora Luís.

Rogerio G. V. Pereira disse...

500s vezes verdade

ia a dizer o mesmo

jrd disse...

A Felismina e a Adelina podiam fazer um ménage à trois com ele e torcer-lhe o pescoço.
(Podes improvisar um boneco, mas com bolinha...)